O ex-ministro Ciro Gomes, provável candidato do PDT à Presidência da República em 2022, detalhou sua expectativa quanto à aliança em torno de seu nome. Além de siglas da centro-esquerda, o pedetista espera conquistar o apoio de partidos que tentam se colocar no “centro”.
“Dado que o Lula quer se impor e o Bolsonaro quer se impor, o que resta a mim é discutir uma ampla aliança de centro-esquerda fora desse espectro. De um lado, meus vizinhos mais tradicionais: o PSB, o PV e a Rede da Marina Silva, que é uma figura importantíssima e que tem sido censurada”, afirmou nesta quinta ao Clubhouse.
“A partir daí nós vamos conversar com o DEM, que não está no Centrão e que está numa confusão interna, dividido em três correntes. Uma parte quer Bolsonaro, outra quer filiar Luciano Huck e outra parte quer votar no Dória. Eu estou querendo que eles venham comigo. Então, são quatro partes, na prática. Vamos ver o que eu consigo”, disse.
“O PSD também virou um partido relevante do ponto de vista desse acesso à centro-direita e que tem uma figura muito importante emergindo na política brasileira, que é o atual prefeito de Belo Horizonte, que tem, se quiser, a condição favorita de ser o governador de Minas Gerais, que se chama Kalil. Então, essa é a minha tática”, completou Ciro.

