Bahia e Brasil devem viver eleição majoritária sem representação feminina em 2022

A última vez que a Bahia teve uma mulher entre as opções para governadora foi em 2014, quando Lídice entrou na disputa mas perdeu com 6% dos votos
18/04/2021 - 14:59

Por Gusmão Neto

Pelo que se desenha no cenário político, a eleição majoritária estadual de 2022 na Bahia não terá representatividade feminina. No atual tabuleiro partidário baiano, não existe nenhum movimento sólido para lançar uma mulher candidata a governadora da Bahia no pleito do próximo ano. Em nenhum campo ideológico. Por enquanto a disputa aponta para uma polarização entre Jaques Wagner (PT), que é atualmente senador e já governou o estado duas vezes, e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (DEM). Talvez surja uma candidatura de terceira via no campo bolsonarista, mas caso aconteça não tratará de representatividade feminina.

É mais uma constatação da pífia representação política de um sexo que é majoritário na Bahia e no Brasil. Os partidos políticos gostam de discutir sobre o assunto de sexo e gênero. Apenas discutir, porque na prática não movem uma palha para mudar o cenário. Na esquerda, na direita, no centro e em cima do muro, quem manda é o clube do bolinha.

A Bahia nunca foi governada por uma mulher e pelo que se assiste por aqui levaremos muito tempo sem essa experiência. A última vez que o eleitorado baiano teve uma mulher entre as opções para candidata a governadora foi no ano de 2014, quando Lídice da Mata entrou na disputa, mas acabou conquistando apenas 6% dos votos, perdendo para a polarização entre o democrata Paulo Souto e o petista Rui Costa, que se elegeu no primeiro turno com 54,53% dos votos. De lá para cá, nenhuma mulher se candidatou mais na Bahia.

Corrida presidencial

Na eleição presidencial os brasileiros também devem ficar sem escolha feminina. Esse desenho sem a presença de uma mulher na corrida eleitoral nacional acontece pela primeira vez na história do país no século XXI.

Hoje o único nome feminino ventilado para a disputa é da empresária Luiza Trajano, mas na posição de coadjuvante, talvez como uma vice. A ex-senadora Marina Silva também dá sinais de que não entrará na disputa.

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