No comando do PSL, Elmar terá pescoço grosso para flertar com todos e se valorizar com Neto

13/07/2021 - 21:36

Teoricamente o PSL na Bahia apoiará a candidatura de ACM Neto para o governo em 2022. Quando digo teoricamente é porque o partido atualmente compõe a base do ex-prefeito, com um espaço significativo na gestão de Bruno Reis, desde a época em que Bruno era o “zero dois”. Mas mesmo com a participação no governo, o PSL vai apertar a dupla Neto-Bruno, caso a sigla seja comandada pelo deputado Elmar Nascimento (atualmente no DEM), que é hoje um dos baianos mais articulados em Brasília.

Elmar não esconde de ninguém que quer o comando de um partido para ter mais poder de fogo na hora que o jogo eleitoral começar. Ele quer negociar em cima. Até ventila na mídia que pretende ser candidato a senador, mas não terá vida fácil para conseguir. Chega a verbalizar que topa apoiar o petista Jaques Wagner e flerta com João Roma, como forma de pirraçar Neto. Até porque Elmar tem uma reeleição garantida do jeito que está e onde está, principalmente depois da relatoria da Eletrobrás. Mas sabe que o PSL, pelo tamanho do tempo de TV e do rico fundo eleitoral, será quase que uma questão vital para ACM Neto. E isso o cacifa para boas tratativas na mesa de negociação.

Com tudo isso, sendo candidato a senador, ou não, Elmar fica ainda maior, mas a grande situação é que, quando o PSL tiver coragem de ameaçar se afastar de Neto, isso vai mexer nos interesses dos Pimentel, que ouvirão de Bruno: “flertem por lá mas entreguem os cargos de cá”.

Blog do Gusmão Neto

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