A deputada federal Lídice da Mata, na contramão do que defendeu o deputado Pastor Isidório (Avante-BA), defendeu que o debate sobre a união civil entre pessoas do mesmo sexo não deve passar por questões de cunho religioso. Na terça-feira (19), o parlamentar do Avante usou a bíblia para embasar discurso que foi considerado transfóbico. A socialista, que é católica, discursou, na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmarara, declarou que o debate “não diz respeito à crença religiosa”.
“Não vejo porque essa discussão religiosa tem que fazer parte desse assunto. Esse é um assunto que diz respeito aos direitos civis, que diz respeito à sucessão em uma família, que diz respeito ao uso de um plano de saúde, que diz respeito ao direito de herança. Então, nós haveremos de tratar dessa forma”, disse. “É por isso que existe a separação da religião do Estado. Para que o Estado não tome parte. Já houve um tempo em que o Estado era só católico e os protestantes eram considerados nos seus casamentos fora da lei porque não faziam um casamento sob o rigor do pensamento católico”, argumentou a deputada.
Isidório, no dia anterior, argumentou que “união homoafetiva não é coisa do Brasil, que veio Grécia”. O parlamentar entende que “Deus criou homem e mulher e abençoou”. Ele também declarou que “mudança de comportamentos e paradigmas” é herança da cultura greco-romana.

