Depois de uma espera de mais de 5 anos foi feita justiça. Esse era o sentimento de populares, dos advogados e familiares da vítima que compareceram ao fórum de Simões Filho para o julgamento de Helder Andrade Santos.
Helder estava preso acusado de ter matado por meio de esganadura, seguida de asfixia, Stephanie Silva Santos de Souza, de 19 anos. O crime aconteceu no dia 28 de maio de 2018. O corpo da vítima foi encontrado em um terreno abandonado no município de Simões Filho, na região metropolitana de Salvador.
O julgamento
Sete jurados foram sorteados para compor o conselho de sentença. O julgamento começou no início da manhã desta segunda (9). O Tribunal do Júri foi presidido pelo juiz Murilo de Castro Oliveira, que ouviu primeiro as testemunhas de acusação, depois as de defesa e em seguida aconteceu o interrogatório do réu, que negou ter cometido o crime.
Os debates orais começaram com a acusação, que falou por 1h30 e sustentou a condenação. Em seguida falou o advogado do réu, o mesmo que provocou o adiamento do júri por duas vezes.
Às 17h25 os jurados decidiram, por quatro votos a zero, pela condenação de Helder Andrade Santos por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
Matheus Biset, sócio do escritório Gamil Föppel Advogados Associados, que defende a família da vítima, entende que a justiça foi feita. “Os jurados condenaram o réu com base nas provas dos autos e a pena foi aplicada de forma justa em virtude das bárbaras condutas praticadas pelo réu”, declarou Matheus Biset.
Stephanie era estudante do 1º ano do Colégio Estadual Desembargador Pedro Ribeiro, em São Caetano, bairro onde morava, e desapareceu por volta das 13h30 a poucos metros de casa. Segundo a família da jovem, câmeras de segurança do bairro chegaram a registrar a vítima a caminho do colégio.
As investigações duraram mais de dois anos, até que o delegado teve acesso às informações da quebra de sigilo telefônico de Stephanie e do réu e constatou que, antes de ser encontrada morta, a vítima teria falado com o réu por três vezes.

