Cinco eleições vão traçar os rumos da América Latina em 2025

12/01/2025 - 12:18

A América Latina tem diversas eleições presidenciais e legislativas previstas para 2025. E existe algo em comum em todas elas: os pleitos irão julgar governos que foram eleitos para contornar enormes crises.

Cinco países da região têm eleições marcadas ao longo deste ano, para eleger presidentes, renovar congressos ou ambos.
A questão que irá orientar cada um desses pleitos é até que ponto cada país avançou em relação aos seus graves problemas políticos, econômicos ou de segurança, herdados pelos governantes atuais.

A diretora da pesquisa regional Latinobarómetro, Marta Lagos, explica que, nas eleições deste ano na América Latina, “existe zero ideologia” e os cidadãos avaliam “apenas os resultados” dos seus governantes.

“As pessoas não esperam mais, o que elas fazem é exigir”, declarou Lagos à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC. “Se não estiver indo bem, elas cortam a cabeça [do governo] e colocam para fora.”

Mas o que os eleitores exigem dos governos convocados a lidar com situações extremas?

Talvez as eleições deste ano na América Latina ajudem a decifrar isso e enviem uma mensagem para toda a região.

Calendário eleitoral da América Latina em 2025

– Equador: eleições gerais em 9 de fevereiro; possível segundo turno presidencial em 13 de abril.

– Bolívia: eleições gerais em 17 de agosto; possível segundo turno presidencial em 19 de outubro.

– Argentina: eleições legislativas em 26 de outubro.

– Chile: eleições gerais em 16 de novembro; possível segundo turno presidencial em 14 de dezembro.

– Honduras: eleições gerais em 30 de novembro.

Os presidentes serão reeleitos?
O ciclo eleitoral latino-americano de 2025 começa no dia 9 de fevereiro, com as eleições legislativas e o primeiro turno das eleições presidenciais no Equador.

O presidente atual, Daniel Noboa, tentará ampliar por mais quatro anos o curto mandato obtido em 2023 para completar o período correspondente ao ex-presidente Guillermo Lasso (2021-2023), que antecipou as eleições ao enfrentar julgamento político por supostos casos de corrupção.

A ascensão meteórica de Noboa ao poder ocorreu em meio a uma crise de violência no país. Os índices de homicídios dispararam, devido à ação das gangues criminosas e à frequente cumplicidade da polícia.

Noboa declarou um “conflito armado interno” e convocou os militares a desempenhar suas tarefas de segurança. Agora, os eleitores irão avaliar se ele cumpriu a contento sua promessa de devolver a paz à sociedade, com políticas de “mão firme” contra o crime.

No momento, 16 militares estão sendo investigados pelo desaparecimento forçado e pela morte de quatro crianças, cujos corpos foram incinerados. O incidente gerou fortes questionamentos ao poder concedido pelo governo aos militares.

Além de Noboa, outros 15 candidatos foram registrados nestas eleições equatorianas. Entre eles, está Luisa González, que já enfrentou Noboa em 2023, representando a esquerda do ex-presidente Rafael Correa (2007-2017). E os problemas econômicos e energéticos do Equador também podem influenciar os resultados.

O segundo turno, se necessário, está previsto para 13 de abril.

Já a Bolívia tem eleições gerais marcadas para 17 de agosto. Espera-se que o atual presidente, Luis Arce, busque a reeleição, embora tenha evitado definir sua candidatura até o momento.

Blog do Gusmão Neto

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